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Imperdivel

Imortal é dominado pelo Palmeiras e perde mais uma

Por arenagreadmin

Time joga mal, que tem se tornado normal, perde mais uma e o sinal de alerta é ligado.

O Grêmio não fez um jogo e perdeu por 2 a 0, em partida válida pela 10° rodada, fora de casa. Por outro lado, o Palmeiras, que nada tinha a ver com isso, tratou de massacrar o rival e vencer a partida com sobras.

O Imortal está em uma fase terrível, porque não precisa mais do que 15 segundos para ser vazado. No entanto, o time não teve qualquer poder de reação e ficou barato essa derrota, já que poderia ser muito maior.

Resta ao Grêmio esperar a chegada de Felipão e esperar que o técnico consiga mudar alguma coisa. Impossível não é, porém a verdade é que se nada de novo acontecer e causar uma reação, a briga será contra o rebaixamento.

Para essa partida, Thiago Gomes escalou a seguinte escalação: Brenno, Rafinha, Geromel, Kannemann e Diogo Barbosa; Victor Bobsin, Matheus Henrique e Douglas Costa; Vanderson, Ferreirinha e Diego Souza. Confira abaixo a análise que a Arena Gremista tem sobre a partida.

Primeiro tempo: Agora o Grêmio toma gol com 15 segundos

Sabe quando um jogo começa e você precisa de menos de 10 minutos para entender o que será a partida? Então, ontem rolou a mesma coisa e o Imortal começou mal, inclusive, tomou o gol com apenas 15 segundos.

Scarpa deixou Raphael Veiga na cara do gol e o placar foi aberto, aliás foi o tento mais rápido da história do Allianz Park, desde a reinauguração em 2014. O tricolor nada conseguia fazer na partida e sofria muito para criar algo.

Abel Ferreira, técnico do adversário, armou um time sem centroavante e alugou o meio-campo gremista. A dupla de zaga do Grêmio não dava conta de impedir a entrada de vários jogadores na área e a situação era tensa.

Gabriel Menino aproveitou a falha de marcação de Diogo Barbosa e tratou de aplicar o placar, depois de belo cruzamento de Vina. Daí para frente, a equipe de Porto Alegre tentava de todas as formas não tomar outro gol.

Ferreirinha e Douglas Costa tentavam sair em velocidade, mas não conseguiam, enquanto o Palmeiras criava chances. Se o primeiro tempo não acabou em goleada, o principal responsável foi o goleiro Brenno.

Segundo tempo: Palmeiras segura o placar, Grêmio não tem forças para reagir

Ricardinho, Léo Pereira e Ruan entraram em campo, porém a “vaca já estava deitada”. Ricardinho teve a primeira oportunidade e obrigou o goleiro do Palmeiras, Jailson, a fazer uma boa defesa.

O Grêmio tentava reagir, mas a verdade é que era na base da vontade e não havia qualquer tipo de organização. O Palmeiras passou a dominar o jogo e contou com a entrada de Deyverson para reter a bola no ataque.

A estratégia deu certo e o Palmeiras ainda teve mais duas oportunidades, porém o terceiro gol não saiu. O destino da partida estava dado: vitória do Palmeiras, derrota do Grêmio e uma sensação de estar atordoado.

Alô jogadores: Cadê o futebol?

Perder é do jogo, porém não dá para continuar como está: o time é uma caricatura malfeita de uma equipe de futebol. Defesa exposta, ataque parado e meio inoperante, além dos jogadores que parecem estar perdidos.

O time não tem falta de raça e nem é de o feitio dessa análise partir para o lado pessoal, mas é preciso jogar mais futebol. Se nada mudar, a verdade é que 2004 pode ser repetido e isso é terrível para a equipe.

Ser realista é importante, pois nesse momento o Grêmio briga para sair da zona de rebaixamento. A vantagem de ter contratado Felipão é que ele tem experiência e já são 72 anos de experiência na beira do campo.

O que esperar de Felipão?

Luiz Felipe Scolari está de volta ao Grêmio, depois da última passagem entre 2014/2015 e que não deixou muita saudade. De acordo com as informações apuradas pela Arena Gremista, ele volta ao time com os auxiliares Paulo Turra e Carlos Pracidelli.

Felipão, como é conhecido, foi multicampeão pelo Grêmio e é provável que tenha decorado os títulos. O principal deles foi a Libertadores de 1995, naquela dupla de ataque inesquecível, Paulo Nunes e Jardel fizeram história.

O treinador fez trabalho mediano no Cruzeiro, pois cumpriu a meta de não cair para a série C, mas não conseguiu fazer o time subir para a primeira divisão e nem deixou saudade entre os torcedores.

O que fez o treinador voltar foi um misto entre muita vontade de voltar ao Imortal e o domínio do vestiário. Portanto, o técnico é considerado um gestor de pessoas e isso é uma das coisas que o Grêmio precisa.

Os jogadores, segundo as informações que apuramos, queriam a volta de Renato Portaluppi, mas acabou não rolando. Felipão abriu mão do que poderia abrir e foi contratado para gerir a equipe.

O técnico gosta de um jogo de transição e não tem vergonha de dizer que ama a retranca. A saída de bola tem tudo para ser pelo alto, Diego Souza poderá explorar a sua qualidade na bola aérea.

Isso, no entanto, não deve ser visto com maus olhos, porque o que vale no futebol é o resultado e a torcida gremista sabe disso. Exceto no período de Renato Portaluppi, em que a equipe criava, a história do time é de equipes que sabiam sofrer.

Alô diretoria: Cadê o critério?

Para finalizar esse pós-jogo, é preciso dar um recado a diretoria do Grêmio: a coerência precisa voltar. De nada adianta tirar um técnico que joga para frente e colocar um outro que faz o jogo de transição.

Tiago Nunes nem deveria ter sido contratado, porque é muito diferente de tudo o que Renato representava. Por outro lado, parece que a coerência voltou e Felipão tem um estilo de jogo parecido com o treinador anterior.

Esse pós-jogo é encerrado por aqui e a partir de agora resta esperar a reação. Se ela virá ou não, a resposta será no próximo jogo, mas uma coisa dá para esperar: a equipe tem que correr, Felipão pede aos jogadores ao menos isso.