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Imperdivel

Grêmio perde outra vez e demite Tiago Nunes

Por arenagreadmin

Equipe não joga bem, perde para uma equipe inferior e o técnico “caí”

O cenário é desesperador e sobrou para o treinador, ou seja, Tiago Nunes não é mais técnico do Grêmio. A diretoria deu um ultimato depois da derrota contra o Juventude, mas a equipe continuou jogando da mesma maneira.

O treinador não conseguiu fazer a equipe jogar bem e a derrota veio, mantendo o tricolor na lanterna do campeonato. Sem dúvidas e com toda a certeza, estar na lanterna na 9° rodada é algo que dá muito medo.

O Grêmio será rebaixado? É pouco provável, mas não dá para entrar em um campeonato e ficar feliz por não cair para a série B. Essa campanha fraca é terrível, porque atrapalha até a chegada no grupo que vai para a Libertadores.

Assim que a partida acabou, Marcos Herrmnann, vice de futebol, comunicou que saída do treinador. O Dragão, por outro lado, pegou o elevador e está próximo do G-4, com a distância de apenas três pontos.

Com esse resultado, o Atlético-GO está na sétima colocação e possui 12 pontos. Entretanto, o Imortal, que ainda não venceu, está na lanterna e tem apenas dois pontos, para sair da zona de rebaixamento é preciso tirar 4 pontos para o Sport.

O Grêmio volta a jogar apenas na quarta-feira, quando enfrenta, simplesmente, o Palmeiras na Arena Palmeiras, em São Paulo, às 19h. Para essa partida, Tiago Nunes escalou essa equipe: Brenno, Rafinha, Geromel, Kannemann e Diogo Barbosa; Matheus Henrique, Victor Bobsin e Jean Pyerre; Douglas Costa, Ferreirinha e Diego Souza.

Sem ânimo e com uma sensação de terra arrasada, não é fácil escrever sobre a partida e não colocar para fora a raiva. Então, abaixo confira a análise que a Arena Gremista faz e veja tudo o de ruim que aconteceu nesse filme de terror.

Primeiro tempo: Passividade digna de qualquer equipe, menos do Imortal

Sob pressão, o tricolor tentou impor o seu jogo e iniciou a partida com muito ímpeto, embora faltasse organização. Para vencer, o Grêmio entrou em campo parecendo que só sabia atacar, mas sem ser objetivo.

Jean Pyerre retornou a equipe e fez o que se espera dele: melhorar a qualidade de passe e não ser rápido. O Atlético-GO entendeu que não tinha como competir de igual para igual e jogou com uma equipe bem compacta.

Eduardo Barroca fechou o time e os atacantes do Imortal nada faziam, por mais que tentassem. Aos 10 minutos, Geromel teve a melhor oportunidade e restou apenas que Fernando Miguel fizesse a defesa, espalmando a bola.

O Dragão teve a chance mais clara da primeira etapa, quando Brenno fez uma excelente defesa, em uma cabeçada de Lucão, que estava sozinho. É inadmissível que o Grêmio tenha feito um primeiro tempo tão ruim quanto esse.

Segundo tempo: O que era ruim piorou, e não foi pouco

O começo da segunda etapa foi melhor para o Grêmio, a primeira chance aconteceu logo no primeiro minuto. Jean Pyerre ficou frente a frente com Fernando Miguel, porém não conseguiu marcar o gol do Grêmio.

Os minutos seguintes mostravam uma equipe que parecia estar vencendo por 3 ou 4 a 0. O que estava ruim, passou a piorar e o time foi um retrato malfeito de um time de futebol: afobado, desorganizado e sem contundência.

Quando o cronômetro chegou aos nove minutos, Dudu driblou Diogo Barbosa e deixou Lucão de frente para o crime, dentro da área. O jogador do Dragão apenas empurrou para o fundo do gol e colocou o adversário na frente.

O Grêmio tentou reagir e teve uma chance com Diego Souza, aos 23, mas o atacante chutou fraco. Os minutos seguintes mostravam um time estranho, sem alma e parecia que os jogadores não estavam ligando para o jogo.

O abatimento venceu e restou ao Grêmio perder mais uma em casa, na Arena, amargando, assim, a última colocação. Muita coisa deu errado e quase nenhuma funcionou, mas o que está faltando aos jogadores é entender que estão jogando no Imortal.

Tiago Nunes não é mais treinador do Grêmio

Tiago Nunes caiu, embora o “tombo” tenha sido antecipado pela diretoria, que durante a última semana avisou ao técnico. De acordo com o presidente, era preciso criar um “fato” novo, ou seja, a vitória, para manter o técnico.

A vitória não veio, o rendimento nem de longe foi positivo e restou apenas demitir um técnico. Tiago se despediu do clube e agradeceu a oportunidade, em uma das despedidas mais esperadas da história do Grêmio.

Critérios para a busca de um novo treinador

De acordo com a direção gremista, o novo treinador precisa ter três coisas para treinador do Grêmio: identificação, risco mínimo e domínio do vestiário. Esses pré-requisitos não são simples de encontrar atualmente no mercado.

Dois nomes se destacam logo de cara para a vaga: Felipão e Renato Portaluppi. O primeiro está desempregado e não fez grandes trabalhos no Palmeiras, tampouco no Cruzeiro e está disponível no mercado.

Renato passou pelo Grêmio e teve um bom trabalho, embora os últimos meses não tenha sido dos melhores. Enquanto não contrata um técnico, a equipe será comandada por Thiago Gomes, treinador do Sub-21 do Grêmio.

Mea-culpa da diretoria

Quando o Grêmio trocou Roger Machado por Renato Portaluppi em 2016, existia uma clara continuidade no estilo de jogo. Ambos gostam de propor jogo na maior parte do tempo e também sabem jogar no contra-ataque.

O mesmo não se viu na troca de Renato Portaluppi por Tiago Nunes, uma vez que o técnico recém demitido joga apenas na transição. Essa falta de convicção custou um alto preço: ver a equipe brigar para não cair.

A busca por Felipão indica uma manutenção desse técnico que joga na transição, mas a procura por Renato não se justificado, afinal qual o sentido de buscar dois treinadores que enxergam futebol de uma forma diferente? É preciso fazer uma mea-culpa e entender o óbvio: continuidade é a chave.

A Arena Gremista encerra essa preparação agora e com aquela sensação de que a equipe precisa melhorar. A gente se vê no próximo pós-jogo e espero, do fundo do meu coração, que a vitória venha.