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Imperdivel

Grêmio joga mal outra vez e perde em casa

Por arenagreadmin

Imortal faz um jogo irreconhecível e é superado pelo Sport, em Porto Alegre, a pressão está cada vez maior.

Na volta do público ao estádio, depois de mais de um ano, o que se viu em campo ontem foi um deserto de dar medo. O Grêmio segue à risca o manual para ter o mesmo destino do que em 2004: a série B.

O jogo tinha tudo para ser fraco e sem fortes emoções, afinal os dois piores ataques estavam em campo. Na prática, a partida foi bem diferente e não faltou emoção, isso o Imortal tem dado aos torcedores nos seus jogos.

A partida teve dois gols do rival, uma pintura de Douglas Costa e declarações no pós-jogo que colocam em xeque o planeta em que os jogadores vivem. Talvez Marte ou Júpiter, porém uma coisa é verdade: na Terra eles não estão.

O Sport não marcava há oito partidas e tirou a “barriga da miséria”, pois conseguiu marcar dois gols de uma única vez. Para ser realista, tiveram oportunidades de fazer até mais, não fizeram por infelicidade dos atacantes.

O Grêmio perdeu por 2 a 1 na Arena, neste domingo, Gustavo e Mikael fizeram os gols do Sport, por outro lado Douglas Costa fez o do tricolor. Com o resultado, as equipes seguem na mesma posição na tabela.

O Sport é o vice-lanterna, enquanto o Imortal está em 18°, mas o único alento são as duas partidas a menos. O Grêmio volta a jogar na quarta-feira, às 21h30 contra o Cuiabá, mais uma vez na Arena.

Para a partida de ontem, Felipão mandou a campo a seguinte escalação: Gabriel Chapecó; Vanderson, Ruan, Rodrigues e Farinha; Thiago Santos, Villasanti, Alisson, Douglas Costa e Ferreira; Borja.

Primeiro tempo: 0 para lá e 0 para cá

Sabe aquele jogo que parece uma refeição que a pessoa faz depois de ter acabado de almoçar? Então, as duas equipes iniciaram a partida assim, pareciam que brigavam pelo título e foi muito ruim de assistir.

O cenário fazia muito jus aos piores ataques da competição, porque a ruindade em campo foi terrível. O Sport se fechava, o Grêmio tentava criar e tinha muitas dificuldades, parecia aquelas equipes que Celso Roth treina.

Maílson, goleiro do Sport, pouco sujou o uniforme, Gabriel Chapecó ainda fez duas defesas da intermediária. Pelo lado da equipe de Recife, Everaldo e Hernanes eram os destaques, porém pelo lado gremista ninguém se destacava.

O zero a zero imperou na primeira etapa, o tempo terminou com uma única certeza: pior do que isso era muito difícil que o segundo tempo fosse. Sorte da lavanderia, porque os goleiros nem sujaram seus uniformes.

Segundo tempo: Sport faz dois gols e liquida o Imortal

A TV não mostra o vestiário, mas é provável que os treinadores tenham dado uma injeção de ânimo nas duas equipes. Afinal, ambas voltaram diferente para a segunda etapa e a segunda etapa começou diferente.

No primeiro lance de perigo do Sport, aos sete minutos, Hernanes, que havia feito fila até ser parado com falta, bateu bem o tiro livre e Gabriel Chapecó “bateu roupa”, a bola sobrou para Gustavo e o placar estava aberto.

Oito minutos depois, Borja teve a chance de fazer o gol de cabeça e sozinho não conseguiu fazer o gol. O VAR precisou checar para saber se a bola tinha entrado ou não, o equipamento acusou que a pelota não entrou no gol.

O Grêmio sentiu demais o gol e até tentava reagir, porém faltava ânimo, foco e uma dose de qualidade técnica. Entre as alterações realizadas, o único ponto positivo foi que Douglas Costa chamou a responsabilidade e tentou jogar.

O problema, entretanto, é que entre tentar e conseguir, existe um abismo e por isso o pior ainda estava por vir. Em um contra-ataque de almanaque, Mikael superou Gabriel Chapecó e o placar estava dado: 2 a 0 para o Sport.

Esse resultado fez o Grêmio partir para cima com toda a força que tinha, mas era muito mais no desespero do que algo organizado. E foi assim que aos 39, Douglas Costa fez um dos gols mais bonitos da sua carreira.

O “dono do time” pegou na ponta direita, puxou para o meio e do “meio da rua” acertou um belo chute para fazer o gol. A partir disso, o Grêmio tentou, tentou e nada conseguiu, o Sport se segurou e conseguiu a vitória.

Quando a fase é ruim... o adversário faz a festa

O Sport estava há dois meses sem marcar um único gol, a diretoria antiga se demitiu e o time se afundou em uma grande crise. A equipe sofreu com a saída de Thiago Neves, por tudo isso o mínimo que se esperava era o gol.

O grito de gol foi duplo e mostrou a todos uma coisa: quando os jogadores querem, a vitória acontece. Gustavo abriu o placar, depois de 841 minutos, o jejum de gols tinha sido quebrado e ainda teve tempo de sair outro gol.

Vale lembrar que o Sport tinha o segundo maior recorde de uma única equipe sem marcar gols da história do Brasil, embora fosse o maior da era dos pontos corridos, porque o primeiro colocado é o Vitória de 1978.

Douglas Costa faz um golaço

A torcida esperou meses para reencontrar-se com o Imortal, mas quando isso aconteceu viu a equipe perder. Por outro lado, o gol de Douglas Costa mereceu um registro e pode significar o renascimento desse jogador nesta temporada.

Cenário terrível, só existe um caminho: apoio

A equipe não engrena e o técnico parece não conseguir fazer o time reagir, tudo isso é verdade. Contudo, a força do Grêmio sempre foi a sua torcida e por isso esse fator é fundamental para o time não ser rebaixado esse ano.

O que se viu ontem foi uma torcida que apoiou, gritou, empurrou e não ficou quieta por um único minuto. As vaias devem ser como ontem, ou seja, no fim da partida, porque a única coisa que fará o Grêmio não cair somos nós.