Em jogo válido pelo Brasileirão, Grêmio sofre na Ilha do Retiro e não vence o Sport
Resumo: Em partida estranha, Imortal perde por goleada e está fora da Libertadores 2020
A expectativa era baixa, afinal toda derrota é complicada e traz algumas cicatrizes que são curadas facilmente. Sendo assim, o jogo não era dos mais importantes e o Grêmio demonstrou que precisa melhorar a seguir evoluindo.
A derrota para o Santos trouxe algumas incertezas e aumentou a responsabilidade para que Renato evolua a equipe. O Imortal saiu perdendo, mas contou com a força do Sport e conseguiu sair de campo com a vitória.
O Sport, que é treinado por Jair Tortura, é uma equipe que se fecha e joga por uma bola. Esse tipo de jogo é bastante complicado e não é bom, porque o Grêmio não tem o contra-ataque e precisa ter zagueiros bem rápidos.
A equipe de Recife teve a face e o queijo na mão, mas não conseguiu a vitória e acabou sofrendo o empate. Sem forças para reagir, a partida acabou empatada e o placar igual ficou bom para ambas partes.
O Imortal volta a campo pela semifinal da Copa do Brasil e enfrenta o São Paulo, em um jogo que deve ser bem jogado. No entanto, é preciso melhorar muito e voltar aos velhos tempos, pois o tricolor paulista está jogando bem.
Renato mandou a campo a seguinte equipe: Vanderlei; Victor Ferraz, Rodrigues, Kannemann e Cortez; Lucas Silva, Matheus Henrique, Ferreirinha, Jean Pyerre e Pepê; Churín
Primeiro tempo: Posse de bola, mas sem efetividade
O Grêmio iniciou a partida no melhor estilo Roger Machado: toca, toca, toca e não acontece nada. Contudo, o Sport, que é treinado por um técnico que só saber no contra-ataque, já mostrou o que poderia ser a partida.
Lucas Mugni correu com a bola, tabelou com Patric e fez um cruzamento para Dalberto, que estava sozinho. No miolo da zaga, bem ao estilo pelada do churrasco, o placar era aberto e o Imortal sofria um gol de peladeiro.
A posse de bola era alta e o Grêmio controlava a partida, ditando o ritmo do jogo e sem criar chances de gol. Apenas aos 15, é que o Grêmio criou uma oportunidade e não deu para fazer o goleiro do Sport trabalhar um pouco.
O Grêmio só atacou aos 40, quando o atacante Churín chutou por cima do gol e parecia que não queria fazer o gol. A equipe de Porto Alegre ficava com a bola, pouco atacada e não sofria gol, porque o técnico adversário não ataca.
Para conseguir abrir o placar, o Imortal iria precisar de algo jogo e um choque, porque a equipe estava dormindo. Inclusive, se alguma fabricante de colchão quisesse patrocinar o time, com certeza se sentiria representada.
Segundo tempo: Posse de bola, mas sem eficiência
Quando Jair Ventura irou Marquinhos e colocou Raul Prata, o Imortal ficou sem entender nada. O Sport ainda teve uma chance de ampliar aos 2 minutos e foi justamente pelo jogador que entrou, o promissor Raul Prata.
Um bom cruzamento na área e contou com um atraso de Lucas Mugni, que se fosse mais rápido teria completado para o gol. A partida era realmente fraca e dá muito trabalho descrever os lances, pois não foram nada bons.
Kannemann, aos 6 minutos, perdeu o tempo de bola e se chocou com o adversário, em um choque bem feito. O juiz marcou a falta e deu segundo cartão ao defensor, que foi expulso e deixou a equipe com 20 jogadores.
Jair, que era tortura e voltou a ser Ventura, mandou o tive a frente e contou com um conhecido da torcida gremista: Thiago Neves. O meia teve a chance de ampliar, mas perdeu e Vanderlei agradeceu a Deus, pois estava vendido.
A expulsão fez Renato mudar a equipe e tirou Ferreira e Lucas Silva, colocando em campo Luiz Fernando e Geromel. Aos 25, Churín sofreu pênalti de Marcão, porém a arbitragem precisou de muitos minutos para confirmar.
Pepê foi o escolhido para bater e bateu firme, empatando a partida e Renato aproveitou o momento. Churín foi sacado e Darlan entrou, fortalecendo o meio e mostrando que o empate estava de bom tamanho para o Imoral.
As alterações deixaram o jogo morno, chato e sem qualquer coisa, pois o empate agradava aos dois lados. Jair Ventura ainda tirou Marcão e colocou Mikael em campo, mas o empate não saiu mais do placar e o jogo acabou.
Se o Imortal tiver a vontade de brigar por algo maior, a equipe vai precisar construir jogadas e aprender a decidir partidas. O sono visto nesse jogo, aliado ao chocolate que o Santos deu, mexeram com o animo da equipe.
O que esperar do Imortal a partir de agora?
Renato é inteligente e deve mudar a filosofia de jogo, optando por algo mais praticável e considerando o São Paulo. O time de São Paulo joga com a bola no pé e constrói as jogadas de trás, mas não costuma se dar bem contra times que jogam no contra-ataque e aqui está um presságio.
Por outro lado, é preciso que a defesa jogue bem e o time não dê sustos, principalmente contra o ataque rápido do tricolor paulista. De uma maneira ou de outra, o jogo tem tudo para ser um dos melhores dos últimos anos. Resta apenas esperar e acreditar no potencial que o time tem para crescer.
E a próxima partida?
O Imortal enfrenta o São Paulo e conta com a volta dos titulares, além de uma partida que exige mais atenção. Afinal, entrar em campo, como entrou nas últimas duas partidas, é pedir para tomar uma goleada do adversário.
A vaga leva um time a final e fica claro que o Imortal tem condição, porque os times de Fernando Diniz não costumam decidir bem. O principal é que Renato entenda a superioridade do adversário e busque jogar com inteligência.
A partida tem tudo para ser uma das melhores e a torcida precisa acreditar no time, não é mesmo!? Todos os sentimentos mandam o torcedor ao envio de energias positivas, porque depende apenas da equipe para prosseguir.
