Adversário direto do Imortal, São Paulo vence e afunda o tricolor no Z-4.
Igor Gomes marcou aos 47 minutos da segunda etapa e deu ao adversário uma vitória importante. O Grêmio era rival do São Paulo direto, mas o que se viu foi equipes que estão, na realidade, em um patamar muito diferente.
Em pleno Morumbi, lugar em que o Grêmio já jogou melhor, o que se viu foi o São Paulo mandando na partida. O Imortal, por outro lado, estava totalmente entregue e na zona de rebaixamento, em 19° e a 7 pontos do primeiro fora do Z-4.
Crespo mandou um time misto a campo, mas com vários reservas e pensando no jogo de terça-feira, contra o Palmeiras, pela Libertadores. Felipão não tinha escolha, ou seja, precisou enviar a campo um time todo titular.
Vitor Bueno abriu o placar, Vanderson empatou e ambos em belos gols de falta. No fim da partida, Igor Gomes marcou o segundo gol e deu a vitória ao rival de São Paulo, afundando o nosso Grêmio na zona de rebaixamento.
Sem dúvidas o resultado foi terrível, mas o que falta mesmo é pegada e raça para uma equipe que tem isso no seu DNA. O Imortal já teve times mais fracos do que esse, só que os guris corriam e conseguiram bons resultados.
Para esse jogo, Felipão decidiu entrar em campo com a seguinte escalação: Gabriel Chapecó, Vanderson, Ruan, Geromel e Cortez; Thiago Santos, Lucas Silva e Jean Pyerre; Douglas Costa, Alisson e Borja. Confira a seguir como foi o jogo.
Primeiro tempo: Grêmio empate e só
A primeira etapa foi com chances para ambas as equipes, o São Paulo iniciou no melhor estilo do seu treinador: pressão no campo de ataque. O começo da partida teve um ensaio de pressão, porém nada que se sustentasse.
O Grêmio, aos poucos, começou a criar oportunidades e faltou mais capricho para que os gols saíssem. O São Paulo saiu na frente com Vitor Bueno, em um belo gol de falta e que deu ao São Paulo a tranquilidade para jogar.
O Grêmio empatou do mesmo jeito, inclusive vale destacar uma coisa: Vanderson tem tudo para ser o lateral da seleção brasileira em pouco tempo. Trata-se de um belo jogador, com potencial e colocou Rafinha no banco.
Com o placar empatado, o São Paulo teve outras chances, criou belas oportunidades e conseguiu chegar à área do Imortal. No entanto, a pontaria não estava boa e os jogadores cansaram de desperdiçar as chances.
Os visitantes apostaram em jogadas no centro do campo, sempre com a bola passando pelos pés de Alisson. Contudo, Tiago Volpi era um ilustre espectador da partida, tamanha a inoperância que o ataque do Grêmio tinha.
Segundo tempo: Grêmio nada faz, São Paulo vence nos acréscimos
Para o São Paulo, a verdade é que havia apenas um único caminho: vencer. O time deseja ser campeão de uma Copa neste ano e por isso está poupando alguns titulares, o Grêmio não pode fazer o mesmo, como a Arena Gremista já disse várias vezes.
No segundo tempo, o adversário trouxe a campo, Gabriel Sara, Rigoni e Liziero, o jogo passou a ser melhor. A dinâmica do São Paulo passou a ser outra e o time criou chances, amassou o Grêmio e o Imortal nada podia fazer.
O argentino perdeu uma excelente oportunidade, depois que recebeu um belo passe de Vitor Bueno, e decidiu chutar cruzado, a bola, entretanto, passou próximo da trave direita de Gabriel Chapecó, que não tinha como fazer a defesa.
Felipão tentou mudar o Grêmio, colocou em campo Luiz Fernando e Léo Pereira, mas nada de muito novo aconteceu. A verdade é que o técnico demorou muito para modificar e deixar a equipe mais bem preparada.
Quando tudo se encaminhava para um empate, mesmo com a insistência do São Paulo para marcar o segundo gol, Igor Gomes, depois de belo passe de Rigoni, enfim, conseguiu colocar o time em vantagem e dar a vitória.
Falta de raça: Felipão indica o motivo
Felipão é um técnico realista e disse bem o que falta ao Grêmio em entrevista no final da partida: – Precisamos trabalhar e mudar nosso sentido anímico dentro e fora de campo. Temos que ter raiva do adversário. Saber que o adversário é o último, é o final do mundo.
O treinador ainda continuou o seu raciocínio: – É jogar como final 90 minutos, 91, 93, 95 minutos. O adversário para as jogadas e nós não paramos porque queremos, quem sabe, jogar de uma forma mais bela, interessante. Não é assim.
Para finalizar, Felipão continua: – Nesse momento tem que jogar com ânimo, determinação, com mais vontade, mais garra, mais pegada. É isso que muitas vezes falta num momento ou outro do jogo. E perdemos os pontos que faltam, vão fazer falta – declarou Felipão.
Mais cristalino do que isso, nem o sol do meio-dia, ou seja, o Grêmio precisa jogar pelo resultado e com determinação. O espetáculo é quando você já atingiu os 45 pontos e possui um time para isso, coisas que o Grêmio não tem.
Pesadelo que não acaba mais: A luta é contra o rebaixamento
Se você estava achando, assim como eu, que o Grêmio iria subir na tabela e chegar a voos mais altos, a verdade chegou. A luta é para fazer 45 pontos, sair da zona e ver o que acontece, aliás: é bom pensar o que fazer nas Copas.
O que vem pela frente?
O Grêmio vai enfrentar na quarta-feira, 18, contra o Cuiabá, em partida adiada da 5° rodada. O adversário é o primeiro fora do Z-4, então não tem outro caminho que não seja a vitória e a redução para 4 pontos.
No sábado, 21, o Imortal enfrenta o Bahia, adversário que está 8 pontos à frente e por isso é fundamental vencer também. São jogos de 6 pontos e não outros resultados que não sejam as vitórias, da forma e do jeito que der.
Se o Grêmio não fizer isso, o time vai se afundar e poderá virar a competição no Z-4, algo que a Arena Gremista não indica esse tipo de coisa e pode repetir 2004. O jogo foi péssimo, o resultado terrível e essas próximas partidas são essenciais.
