Na estreia do novo treinador, Grêmio empata com o rival e segue na última colocação.
Se esse Grenal pudesse ser resumido em uma palavra, com certeza seria “medo”. O Imortal pouco atacou, deu a bola para o adversário e esperou o contra-ataque, porém o rival pensou quase o mesmo e foi um jogo estranho.
Gabriel Chapecó precisou trabalhar muito e foi o responsável por evitar a derrota, fazendo boas defesas. O Grêmio passou a se defender no clássico e conseguiu garantir o empate, na Arena, no último sábado, pela 11° rodada.
O placar zerado não serve para nenhum dos dois, que continuam se complicando na tabela, principalmente o tricolor. A equipe de Porto Alegre, que não está nada bem no Campeonato Brasileiro, segue na última colocação.
Já são nove partidas sem vencer e aquela sensação de que tudo acontece, menos a vitória do Inter. De notícia positiva, é importante citar que o time pelo menos parou de tomar gols, como não acontecia no passado.
Para essa partida, Felipão escalou a seguinte equipe: Gabriel Chapecó, Rafinha, Geromel, Kanneman e Bruno Cortez; Fernando Henrique, Victor Bobsin e Douglas Costa; Alisson, Ferreira e Diego Souza.
A partir de agora, a Arena Gremista conta os detalhes sobre os jogos e conta tudo o que aconteceu. Confira a seguir a análise e veja o que está pode estar vindo nos próximos meses para a equipe de Porto Alegre.
Primeiro tempo: Falta de entrosamento e muita pressão adversária
Com a equipe muito modificada, o Imortal sentiu muito a falta de entrosamento e o rival “surfou nessa onda”. Logo aos três minutos, Yuri Alberto partiu em velocidade e chutou cruzado, Chapecó fez uma bela defesa.
O goleiro gremista mostrou segurança, a resposta do Grêmio aconteceu poucos momentos depois, quando Ferreira chutou e Daniel fez a defesa. A reação acabou nisso e o Grêmio passou a ser pressionado pelo Internacional.
O rival seguiu melhor e assustou outra vez, quando Geromel desviou uma bola de Tailson, logo aos 25 minutos. Douglas Costa finalmente “estreou” sendo o cara que chamava a responsabilidade de tentar algo diferente.
Tailson, que é um grande amigo de Douglas Costa, quase finalizou o primeiro tempo com o rival de Porto Alegre em vantagem. Em boa trama, o atacante só não fez o gol porque Chapecó desviou com o pé esquerdo, aos 34.
Os minutos seguidores foram chatos e sem nada de muito relevante, porém o que ficou nítido foi que o Grêmio é um time sem confiança. Se o Inter tivesse confiante, igual no ano passado, com certeza teria quebrado o tabu.
Segundo tempo: Sem Ferreira, que saiu contundido, a equipe não incomodou o rival
O Imortal voltou do intervalo sem Ferreirinha, porque o ponta sentiu o joelho direito e Léo Pereira foi chamado. Aos sete minutos, Léo Pereira teve a chance de sair na frente do gol adversário, porém a bola quicou e se perdeu.
Diego Souza tentou fazer um gol por cobertura, mas infelizmente acabou mandando por cima da meta. Entre os 18 e 19, o rival tentou chutes e a verdade é que nada parecia tirar o placar do zero.
Fernando Henrique tentou um chute, mas a bola passou à esquerda e essa foi a chance mais perigosa do Grêmio. Por outro lado, o Inter tentava crescer e obrigava Gabriel Chapecó a fazer duas grandes defesas no fim da partida.
Yuri Alberto e Patrick nada podiam fazer, porque o arqueiro gremista estava inspirado. O jogo terminou igual começou, ou seja, em um zero a zero e o recado que fica é que o Grêmio está jogando primeiro para não perder.
Como o Grêmio fica na classificação?
Em primeiro lugar, o que importa é o Imortal e por isso desprezo a classificação que o adversário tem. Para o Grêmio, a verdade é que está com três pontos em 27 disputados e é preciso vencer o quanto antes.
O que vem pela frente?
O Grêmio joga na terça-feira (13), em Quito, contra a LDU pelo primeiro jogo das oitavas de final da Sul-Americana. Para essa partida, o “estilo Felipão” de assistir futebol seguirá o mesmo: compactação e contra-ataque.
Gabriel Chapecó representa
Gabriel Chapecó fez uma das melhores partidas, porque o clássico era de número 433 e tinha muito nervosismo. Dizem por aí que Grenal não se joga, apenas se vence, mas a verdade é que a fase do Grêmio é terrível.
Se não fosse o goleiro, o placar teria sido furado e é provável que o Grêmio não conseguisse nem segurar o empate. Luiz Felipe Scolari mexeu o time em todos os setores e trouxe à tona a necessidade de parar de tomar gols.
Felipão é um técnico bem prático e tem uma frase dele, dita em 2003, para Cuca, que na época treinava o Goiás, que é a seguinte: “antes de querer vencer, pare de perder primeiro, depois naturalmente a fase muda”.
Gabriel Chapecó fez duas belas defesas, nos lances de Yuri Alberto e Tailson. Na etapa final, Yuri ainda teve outra chance e o goleiro pegou, assim como o lance de Patrick e isso mostra um fato curioso.
Quando Renato Portaluppi era o treinador, o técnico pedia um goleiro a todo momento, Paulo Victor e Vanderlei foram tentados, mas nenhum foi bem. Nesse ano, a equipe tem Brenno e Gabriel Chapecó mostrando que são bons arqueiros.
Estilo Felipão já foi visto em campo?
Felipão acertou na quinta, se apresentou na sexta-feira, treinou rapidamente o time e colocou a equipe em campo. A ideia é voltar a vencer, porém o treinador sabe que precisa parar de perder e foi exatamente o que aconteceu.
O time foi reformulado e entrou em campo com algumas mudanças, mas o que mudou para valer foi a postura. Se com Tiago Nunes não dava para enxergar claramente o que o técnico queria, com Felipão a situação mudou.
Desde os primeiros minutos a estratégia estava clara: contra-ataque, se fechar e defender a meta a todo custo à espera da oportunidade. Diego Souza teve uma chance e Fernando Henrique também, nada, contudo, aconteceu. A Arena Gremista encerra a análise com esperança de que algo mudará.
