Time foi responsável pela queda do técnico cruzeirense, Renato inovou de novo e a equipe se consolidou na briga pelo G-4.
Quando Renato Portaluppi escalou a equipe com Gabriel Grando, João Pedro, Pedro Geromel, Kannemann e Cuiabano, Villasanti, Carballo, Pepê e Cristaldo, Luis Suárez e João Pedro Galvão, muitas pessoas duvidaram.
Isso era compreensível, afinal era o quarto esquema tático e um 4-4-2, armado de forma clássica. Portanto, uma linha de quatro, o meio formando um losango e um ataque com dois jogadores.
O Cruzeiro, por outro lado, apostou em um 4-3-3 e perdeu o meio-campo. Com isso, restou ao Imortal apostar em um domínio pelo meio, mandar na partida nas duas etapas e contar com gols de Suárez, Carballo e Pepê.
Esse resultado devolveu o tricolor ao G-4, custou a demissão do técnico do Cruzeiro e deu um alento para a equipe. A partir de agora, confira abaixo os principais pontos do tricolor dos últimos três dias.
Primeira etapa de respeito
O Grêmio foi amplamente superior no primeiro tempo e mereceu ir para o vestiário com a vitória parcial. O “pistolero” foi o maior destaque, já que marcou o gol e participou das melhores jogadas do Imortal.
Suárez ainda teve que enfrentar um duelo particular com Néris, inclusive: faltou pouco para o defensor ser expulso. Com esses lances, ficou claro que o rendimento do atacante é melhor quando ele joga só a cada sete dias.
O tricolor foi muito hábil em apostar na pressão alta, por isso dificultou muito a saída de jogo do Cruzeiro. Em uma roubada de bola, aos cinco minutos, o “pistolero” foi acionado na área e mandou para o gol.
O Cruzeiro tentou uma jogada de escanteio com Lucas Silva, que bateu rasteiro, e Vital pegou de primeira, quase abrindo o marcador. Entretanto, o Imortal começou a apostar em uma marcação alta para roubar logo a bola.
Aos 28 minutos, Carballo apertou a marcação, ganhou a bola, mas Cristaldo conseguiu ficar com a pelota. O meia ficou com a sobra e tocou para Suárez, que de pé direito conseguiu abrir o placar.
Arthur Gomes, aos 43 minutos, disparou entre os marcadores e bateu com força, porém o chute ficou à esquerda de Grando. A primeira etapa terminou com amplo domínio do Grêmio, então o resultado foi positivo.
Segunda etapa mortal
O Cruzeiro foi capaz de ter uma chance de empatar o jogo no começo do segundo tempo. Palacios recebeu livre na área e ficou frente a frente com o Grando, no entanto, chutou por cima e não conseguiu o empate.
Apenas três minutos depois, o Grêmio conseguiu fazer mais um gol, quando o “pistolero” foi acionado por Cristaldo e ajeitou de letra. Carballo arriscou da entrada da área e conseguiu fazer um golaço para o Imortal.
O Tricolor se fechou no contra-ataque, porém seguiu com o jogo controlado e não sofreu. Para fechar o marcador, Bitello cruzou rasteiro, e Pepê fechou a “tampa do caixão”, com um belo gol.
Os minutos tinham a posse de bola, todavia não transformou a superioridade em mais gols. O resultado foi justo em Porto Alegre, dando alegria para toda a torcida gremista.
Renato Portaluppi inovou mais uma vez
Renato jogou com uma formação diferente do que tinha jogado neste ano, quando Renato Portaluppi implementou um esquema tático novo, com três volantes e um meia, no famoso losango, uma tática que deu muito certo.
Foi a primeira ocasião em que o técnico escalou simultaneamente os volantes Villasanti, Pepê e Carballo, juntamente com Cristaldo, deixando Bitello no banco de reservas. Esses três volantes já tiveram atuação no primeiro jogo da final do Gauchão contra o Ypiranga, como uma alternativa devido à ausência do argentino, que estava lesionado e não poderia jogar.
Contra o Cruzeiro, o icônico treinador do Grêmio especificou um arranjo tático semelhante a uma derrota no meio-campo durante uma posse de bola. A trinca de volantes, com Villasanti executando a função mais recuada, Pepê na ala direita, Carballo na ala esquerda e Cristaldo centralizado. Na linha de frente, a dupla de ataque foi composta por João Pedro Galvão e Suárez.
No momento de se defender, os jogadores adotaram uma formação na linha de 4-4-2. No entanto, era Cristaldo quem liderava o combate lá na frente, enquanto Galvão ocupava uma posição mais aberta como meio-campista pela esquerda, e Carballo na direita. Villa e Pepê posicionaram-se mais centralmente.
Este é o terceiro sistema tático adotado pelo Grêmio nesta temporada. No início do Gauchão, o técnico Renato buscou sua formação preferencial, o 4-2-3-1. Neste esquema, foram utilizados dois volantes, um armador, um atacante veloz pela esquerda, ocupado por Ferreira, e um meio-campista de cunho mais defensivo pela direita, Bitello.
Quando o camisa 10 se lesionou ainda durante o estadual, Vina assumiu sua posição. Dentro desse esquema, houve algumas trocas de jogadores, mas a estrutura ocorreu a mesma, exceto pela substituição mencionada.
Na terceira fase da Copa do Brasil, em confronto contra o ABC de Natal, Renato optou por uma escalação com três zagueiros, uma decisão que chamou a atenção. Essa escolha ocorreu de maneira pontual, devido à ameaça aérea do adversário. O Grêmio conquistou uma vitória por 2 a 0 e retornou a Porto Alegre praticamente assegurado na próxima fase.
Contudo, essa formação reapareceu um pouco mais de um mês depois. No clássico Gre-Nal, o técnico consolidou a ideia do 5-4-1, com Uvini, Bruno Alves e Kannemann atuando como zagueiros centrais. A última vez que o time jogou com três zagueiros foi na derrota para o Vasco, em São Januário. Desde então, o técnico retornou à configuração 4-2-3-1.
No entanto, a derrota para o Santos, na Vila Belmiro, sofreu adaptações. Novamente, o treinador teve que recorrer a soluções criativas, reformular a equipe e traçar um novo plano tático. E o resultado foi positivo. O Grêmio preencheu bem o meio-campo e Suárez encontrou mais parceiros para desenvolver jogadas em conjunto.
A incerteza agora é que Renato manterá essa formação para o restante do Campeonato Brasileiro. Como o técnico ficou suspenso durante o confronto com o Cruzeiro, seu auxiliar, Alexandre Mendes, não garantiu a continuidade desse esquema, embora tenha elogiado a nova abordagem de jogo da equipe.
