Depois de voltar a vencer e ver a distância para o quinto ficar em seis pontos, Renato tem três desafios.
Renato Portaluppi está de volta ao Grêmio e já iniciou sua quarta passagem pela equipe. O desafio agora é diferente das outras, porque o Imortal precisa subir de qualquer forma e o treinador está em baixa na carreira.
Depois de passar pelo Flamengo, Renato recebeu convites de várias equipes no Brasil e recusou todos. Porém, com a demissão de Roger Machado e a “convocação” do Grêmio, o técnico aceitou e está de volta ao Tricolor.
Com o seu regresso, a equipe de Porto Alegre precisa voltar à primeira divisão e por isso Renato tem três desafios. Dessa forma, confira a seguir a análise que a Arena Gremista preparou sobre cada um deles.
1° Desafio: Recuperar a moral da equipe
O time do Grêmio está patinando na Série B e a diretoria decidiu trocar de técnico, pois sentiu que o time tinha chegado ao limite com Roger Machado. Inclusive, todos os trabalhos de Roger começam bons, pioram e não melhoram mais.
O time precisa recuperar a moral e por mais que tenha vencido o Vila Nova, o cenário não melhorou muito. Durante a partida, o Imortal oscilou e se tomasse o empate não seria injustiça, tamanho o equilíbrio no jogo.
A melhor característica de Renato é a gestão de pessoas, já que o treinador fala a linguagem do jogador e é boleiro. Então, tudo leva a crer que o treinador tem tudo para cumprir esse primeiro desafio com maestria.
2° Desafio: Recuperar-se como treinador depois da passagem frustrada pelo Flamengo
Renato tem dois bons trabalhos como treinador: 1) No Grêmio, entre 2016 e 2021, que rendeu uma Copa do Brasil de 2016, uma Copa Libertadores da América de 2017, uma Recopa Sul-Americana de 2018, uma Recopa Gaúcha 2019 e Três gauchões em 2018, 2019 e 2020; 2) No Fluminense em 2007, com a conquista da Copa do Brasil e o quase título da Libertadores em 2008.
Nos demais trabalhos, a verdade é que o técnico não foi bem e o seu desafio é fazer outro bom trabalho no Grêmio. Renato é capaz de coisas inacreditáveis, mas esse ano o mais importante é subir para a primeira divisão.
Ano que vem, provavelmente a equipe deve brigar para o meio de tabela e quem sabe um título de Copa do Brasil. No entanto, a partir de 2023 o time tem tudo para se tornar um dos protagonistas do Brasil.
3° Encaixar o setor de criação da equipe
O Grêmio não está criando muitas chances e o seu toque de bola é lento, moroso e a equipe é pouco vertical. Por outro lado, parte dessas críticas eram feitas ao time de 2016 e Renato conseguiu deixar a equipe mais vertical.
O mesmo pode acontecer a partir de agora, afinal o técnico terá semanas livres e pode melhorar o setor de criação. O Imortal vai subir, porém precisa ser mais fácil e não adianta ser tão complicado, quanto parece estar sendo.
