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    FORGOT YOUR DETAILS?

    Tricolor consegue segurar o empate, supera a posse de bola e elimina o adversário.

    O tricolor Gaúcho está na final e precisou ter “nervos de aço”, pois o São Paulo teve muita posse de bola. A equipe mandada a campo foi a seguinte:

    Vanderlei; Victor Ferraz, Rodrigues, Kannemann e Diogo Barbosa; Matheus Henrique e Lucas Silva; Alisson, Jean Pyerre e Pepê; Diego Souza.

    Renato Portaluppi estuda muito os adversários e deve ter visto os últimos jogos do São Paulo. Afinal, mandou a campo um time para jogar no contra-ataque e seguiu bem aquele ditado que José Mourinho tem.

    Trata-se do seguinte: você pode ficar com a bola e até deixo você levar para fora, mas a vitória fica comigo. Se você prestou atenção nesse ditado, saiba que o jogo foi assim e a seguir confira como foram os dois tempos de jogo.

    Primeiro tempo: São Paulo ataca, Grêmio se defende e o placar termina como iniciou

    A partida começou logo truncada e com marcação muito forte, tendo ambas as equipes sofrendo muito. Tudo mudaria aos 9 minutos, quando Rodrigues ajeitou uma bola para Kannemann e o jogador cabeou para do gol.

    Logo aos 10, Diego Souza ajeitou para Victor Ferraz e o lateral chutou na trave, quase saindo o gol. Em seguida, a defesa do São Paulo traiu o princípio de sair tocando e chutou para o mato, porque era jogo de campeonato.

    Com 18 minutos, Diego Souza deu um “Falcão” e quase marcou um golaço de bicicleta, mas a bola foi para fora. Tiago Volpi sentiu que seria vazado e sentiu o perigo da finalização do excelente atacante gremista.

    Assim que as ameaças passaram, o São Paulo começou a dominar a partida e teve algumas jogadas ofensivas. O bom jogador Igor Gomes chutou de fora da área, porém Vanderlei estava bem colocado e fez a defesa.

    Aos 25 minutos, Tchê Tchê ganhou de Rodrigues e ia sair na cara de Vanderlei, só que a bola bateu na mão e o juiz parou o jogo. O Grêmio sofria a pressão e continuava a sua tática de jogar sempre no contra-ataque.

    Três minutos mais tarde, o São Paulo teve a primeira oportunidade do jogo e foi uma jogada com a assinatura de Fernando Diniz. Sara, Juanfran e Tchê Tchê triangularam, com a finalização do camisa 21 para fora.

    Aos 32 do primeiro tempo, Bruno Alves subiu mais alto do que Adilson Batista, nos bons tempos, e cabeceou forte. Ao contrário do ex-zagueiro, a bola foi sem direção e Vanderlei apenas olhou a bola sair para fora.

    Pepê resolveu jogar e deu equilíbrio para a partida, porque fez uma jogada de muita qualidade. O atacante recebeu na ponta, limpou Luan e chutou no canto, porém a bola subiu demais e acabou indo para fora.

    Com um primeiro tempo brigado e sem tantas chances de gol, restou as equipes irem para o intervalo na igualdade. O equilíbrio prevaleceu e ficava claro que a segunda etapa seria de drama até que o juiz apitasse o final.

    Segundo tempo semelhante ao primeiro: Luta, briga, chances de gol e empate

    Quando o arbitro iniciou o segundo tempo, o São Paulo tinha a posse de bola e o Grêmio se defendia. O que iria diferenciar era o contra-ataque e o Imortal realmente chegou muito perto de fazer o gol, assim como o São Paulo.

    Aos 8, Diego Souza relembrou seus tempos de meia em 2007 e acionou Pepê, que fez a ultrapassagem. Em seguida, foi obrigado a recuar e não tinha ninguém para passar a bola, uma jogada promissora perdida.

    Gabriel Sara ficou com inveja e decidiu fazer a mesma jogada, apenas roubando a bola de Matheus Henrique e abriu para Brenner. O atacante perdeu a passada e acabou conseguindo um escanteio.

    Na cobrança, Léo tentou finalizar e acabou mandando por cima do gol, em um lance que não lembrou o sobrenome de Léo, que é Pelé. A partir desse lance, o Imortal foi obrigado a administrar a pressão e não mais sair.

    Fernando Diniz resolveu mudar a equipe e tirou Léo, colocando em campo Vitor Bueno e retirou Luan, para a entrada de Toró. Contudo, as mudanças não surtiram o efeito o Grêmio estava bem postado para marcar o São Paulo.

    Os sustos não eram sentidos e Renato deixava a equipe adversária ficar com a bola no pé. O grande diferencial para o São Paulo eram os passes e quase nunca saia o último, facilitando a vida da defesa do Grêmio.

    Renato Gaúcho mandou o time marcar forte e tentava a “bola vadia” e teve um susto apenas aos 32. Brenner cabeceou e a bola bateu em Kanneman, indo para escanteio e mostrando que o placar não seria mais mexido.

    ​Fernando Diniz mandou a equipe cruzar bolas, porém não tinha Jardel em seu elenco e nada aconteceria. O tricolor gaúcho tentou de todas as formas abafar e as discussões começavam a acontecer, deixando o jogo quente.

    O São Paulo queria cruzar cada vez mais bolas e nada acontecia, apenas Vanderlei que poderia ganhar o rádio do jogo. Aos 47, Brenner ganhou de Rodrigues e Toro cabeceou na pequena área, mas Vanderlei pegou a bola.

    No lance seguinte, os jogadores do Grêmio seguraram a bola no campo adversário e esperaram o jogo acabar. Era a hora perfeita para fazer uma gracinha, mas infelizmente Paulo Nunes não joga mais.

    Analogia polêmica sobre posse de posse de bola, segundo Renato Portaluppi

    O Imortal enfrenta o Palmeiras na final e o jogo será um dos mais aguardados, porém o que roubou a cena foi a entrevista coletiva de Renato.  O técnico foi perguntado sobre posse de bola e fez uma analogia com a conquista, demonstrando um exemplo hipotético de uma situação.

    Segundo Renato, um cara saiu para jantar com uma mulher e a levou para a balada, conversando com ela por horas e gastando muita saliva. Todavia, um amigo dele se aproximou e conversou por apenas 15 minutos. O resultado disso foi levar a mulher para o Motel.

    O exemplo pode não ter sido de bom gosto, mas o Grêmio está na final.

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